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AfD, extrema-direita alemã, vence eleições na Saxônia-Anhalt, mas não atinge maioria absoluta
PUBLICADO: 7 set 2026 08:12Z · IDIOMA: PT
A extrema-direita do Alternativa para a Alemanha (AfD) alcançou uma vitória histórica na eleição regional da Saxônia-Anhalt em 6 de setembro de 2026, conquistando 43,8% dos votos. Esta é a primeira vez que um partido de extrema-direita vence uma eleição estadual na Alemanha desde a Segunda Guerra Mundial. No entanto, o AfD conquistou 39 assentos no parlamento de 83 membros, ficando a três assentos da maioria absoluta necessária para governar sozinho. O resultado é um golpe significativo para o CDU do Chanceler Friedrich Merz, que viu seu apoio cair pela metade, para 17,2%. Apesar da vitória do AfD, os partidos tradicionais reafirmaram a política de 'cordão sanitário', recusando-se a formar uma coalizão com o grupo, deixando o caminho governamental do estado incerto e potencialmente levando a um impasse político.
// Contexto
A Saxônia-Anhalt é um estado no leste da Alemanha onde o AfD historicamente encontrou forte apoio. A plataforma do partido inclui a 'remigração' (deportação de imigrantes), a suspensão de sanções à Rússia e a proibição de bandeiras do arco-íris nas escolas. A Alemanha moderna não teve um partido de extrema-direita liderando um governo estadual desde a era nazista, tornando este resultado um afastamento significativo das normas políticas do pós-Segunda Guerra Mundial.
// Desenvolvimentos-chave
- AfD obteve 43,8% dos votos, mais do que dobrando seu desempenho de cinco anos atrás.
- O partido obteve 39 assentos, três a menos do que os 42 necessários para uma maioria absoluta.
- A participação dos eleitores alcançou um recorde de 77,8%, acima dos 60,3% em 2021.
- A CDU de Friedrich Merz, o chanceler, sofreu uma derrota majoritária, caindo para 17,2% e 15 assentos.
- A filial da AfD na Saxônia-Anhalt é oficialmente classificada como um 'grupo extremista de direita comprovado' pela inteligência doméstica.
- As reações internacionais incluíram apoio de Elon Musk e Donald Trump, enquanto líderes franceses e poloneses expressaram grave preocupação.
// Cronologia
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O Chancelier Friedrich Friedrich Merz e o Governador Sven Schulze realizam as visitas de campanha finais em Leuna.
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A AfD realiza seu último comício de campanha em Magdeburg na véspera da eleição.
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As urnas fecham e as primeiras sondagens de saída mostram uma vantagem massiva para o AfD.
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Protestos contra a AfD ocorrem em Frankfurt enquanto as projeções confirmam a vitória do partido.
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Os resultados finais confirmam que o AfD venceu com 43,8% dos votos, mas ficou três assentos abaixo da maioria absoluta.
// Perspetivas
[Alternative for Germany (AfD)]
Reivindica um mandato claro para governar e pretende implementar políticas de 'remigração', encerrar a ajuda à Ucrânia e retirar-se da radiodifusão pública regional.
[Christian Democratic Union (CDU)]
Reconhece um resultado desastroso, mas mantém uma 'barreira de proteção' rigorosa contra a cooperação com a AfD, considerando-a extremista.
[French Government (Benjamin Haddad)]
Descreve a vitória como um 'momento sério' para a Europa, enfatizando que o nacionalismo e a xenofobia não são soluções.
[German Economic Institute]
Alerta que a postura anti-imigração da AfD seria 'calamitosa' para um estado com uma população envelhecida que depende de trabalhadores estrangeiros.
// Citações
“Nós escrevemos a história... os eleitores enviaram um sinal de que as coisas não podem continuar assim.”
“A AfD é um partido extremista de direita. Eles querem abandonar o euro; isso seria a ruína econômica... Nós não trabalharemos com eles.”
“Alguns diriam que foi um dia sombrio para a Saxônia-Anhalt. Eu digo que isso é democracia. O povo enviou uma mensagem clara.”
“Na Polônia, apenas idiotas ou traidores podem se alegrar com o triumpho da AfD na Alemanha.”