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ORIENTE MÉDIO IRÃ POLÍTICA DOUTRINA

Irã executa dois homens por acusações relacionadas aos protestos de janeiro

PUBLICADO: 29 jul 2026 05:42Z · IDIOMA: PT

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Irã executa dois homens por acusações relacionadas aos protestos de janeiro
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Em 28 de julho de 2026, as autoridades iranianas executaram publicamente por enforcamento Abolfazl Sepahi Badjani e Amirhossein Safari Hosseinabadi na Praça Alikhani, em Isfahan. Os dois homens foram condenados por matar quatro policiais, incendiar uma delegacia de polícia e danificar edifícios públicos durante os massivos protestos antigoverno em todo o país em janeiro de 2026. Eles faziam parte de um grupo maior de indivíduos condenados à morte no mesmo julgamento, com outros dois já executados no início do mês. Organizações de direitos humanos, incluindo a Anistia Internacional e a HRANA, condenaram veementemente as execuções, caracterizando-as como arbitrárias, politically motivated (motivadas politicamente) e resultado de julgamentos injustos baseados em confissões forçadas.

// Contexto

Os protestos de janeiro de 2026, desencadeados por uma crise econômica profunda, escalaram para pedidos generalizados de derrubada do Líder Supremo Ayatollah Ali Khamenei. O governo respondeu com a a repressão mais mortal da história de 47 anos da República Islâmica, resultando em mais de 7.000 mortes, de acordo com a HRANA (3.000 reconhecidas pelo governo) e mais de 50.000 prisões. Os protestos diminuíram após o início da guerra entre o Irã e uma coalizão EUA-Israel em 28 de fevereiro de 2026. Apesar de uma trégua temporária em junho, as tensões geopolíticas permanecem altas.

// Desenvolvimentos-chave

  • Abolfazl Sepahi Badjani e Amirhossein Safari Hosseinabadi foram enforcados publicamente ao amanhecer na Praça Alikhani, em Isfahan.
  • Os homens foram condenados pelo assassinato de quatro policiais e por danos ao patrimônio público durante os protestos antigovernamentais de janeiro de 2026.
  • As execuções fazem parte de uma repressão mais ampla aos protestos de janeiro, que resultaram em milhares de mortes e mais de 50.000 prisões.
  • A Amnesty International relatou que pelo menos 26 pessoas foram executadas arbitrariamente em conexão com os protestos de janeiro após julgamentos injustos.
  • Os corpos dos homens executados não foram devolvidos às suas famílias, provocando protestos e preocupação do lado de fora de uma prisão em Isfahan.

// Cronologia

  1. Quatro policiais são mortos na Praça Alikhani, em Isfahan, durante protestos antigovernamentais em todo o país.

  2. Os Estados Unidos e Israel lançam ataques aéreos contra o Irã, iniciando uma guerra que acaba com a maior parte dos protestos internos.

  3. Um acordo de trégua pausa temporariamente a guerra entre o Irã e a coalizão EUA-Israel.

  4. Os Estados Unidos suspendem abruptamente uma campanha de duas semanas de novos ataques aéreos contra o Irã.

  5. Especialistas da ONU relatam que pelo menos 24 pessoas foram executadas em conexão com os protestos de janeiro até agora em 2026.

  6. O Irã executa publicamente Abolfazl Sepahi Badjani e Amirhossein Safari Hosseinabadi em Isfahan.

// Perspetivas

[Judiciário Iraniano e Mídia Estatal]

Afirmam que as execuções são punições legais para indivíduos condenados por matar forças de segurança, incendiar uma delegacia de polícia e destruir propriedade pública durante os tumultos.

[Amnesty International e HRANA]

Condenam as execuções como atos arbitrários e politicamente motivados de terror estatal projetados para esmagar a dissidência, observando que dependem de confissões obtidas sob tortura e julgamentos secretos e injustos.

[Famílias dos Acusados]

Expressam profunda preocupação com seus entes queridos, reunindo-se do lado de fora da prisão de Isfahan e exigindo a devolução dos corpos dos homens executados.

// Citações

“As autoridades iranianas estão desencadeando uma onda horripilante de execuções e sentenças de morte para punir e suprimir a dissidência e projetar uma imagem de força e controle absoluto.”

[Heba Morayef] — Diretora Regional da Amnesty International, comentando sobre as execuções públicas dos dois homens em Isfahan.

“A resposta silenciosa da comunidade internacional encoraja as autoridades iranianas a continuarem sua onda de violência mortal.”

[Heba Morayef] — Criticando a reação da comunidade global ao uso crescente da pena de morte pelo Irã.
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