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Parlamentar israelense destrói memorial palestino sob escolta militar
PUBLICADO: 26 ago 2026 11:13Z · IDIOMA: PT
Em 25 de agosto de 2026, Zvi Sukkot, um membro ultranacionalista do Knesset israelense e presidente da Comissão de Educação, usou uma marreta para vandalizar um memorial palestino na vila de Madama, na Cisjordânia. Acompanhado por forças militares israelenses, Sukkot afirmou que o monumento glorificava o terrorismo, enquanto as Forças de Defesa de Israel (FDI) posteriormente repudiaram o ato como uma manobra não autorizada e 'enganosa' que colocou soldados em perigo. O incidente provocou uma tempestade política em Israel, com líderes da oposição acusando o governo de Netanyahu de permitir a anarquia e a transgressão da lei antes das eleições de outubro de 2026.
// Contexto
O incidente ocorre em meio a um aumento da violência na Cisjordânia ocupada após a guerra em Gaza. Zvi Sukkot, um ex-ativista colono, tem um histórico de ações semelhantes, incluindo o vandalismo recente de uma escola palestina em Jerusalém. O clima político está ainda mais tenso devido à próxima eleição geral israelense marcada para 27 de outubro de 2026, na qual facções de extrema-direta lutam para manter sua influência.
// Desenvolvimentos-chave
- O membro do Knesset Zvi Sukkot (partido Sionista Religioso) filmou a destruição do Monumento aos Mártires Palestinos em Madama com uma marreta.
- O exército israelense forneceu segurança para a visita, mas declarou posteriormente que a demolição não foi autorizada e que Sukkot agiu de maneira 'deceptiva e manipuladora'.
- O memorial, que estava de pé há aproximadamente 20 anos, comemora os palestinos mortos no conflito, incluindo aqueles envolvidos em ataques contra israelenses.
- O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu criticou o ato de 'tomar a lei em suas próprias mãos' como repreensível, mas não mencionou Sukkot pelo nome.
- Figuras da oposição, incluindo Gadi Eisenkot e Yair Golan, chamaram a pedido de prisão de Sukkot e o acusaram de tentar incitar uma guerra em larga escala na Cisjordânia.
// Cronologia
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Zvi Sukkot publica um vídeo pedindo a destruição de memoriais palestinos na área de Nablus.
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Sukkot e sua equipe chegam a Madama sob escolta do IDF para o que seria ostensivamente uma 'tour' ou inspeção.
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Sukkot usa um martelo para destruir o memorial Madama; o vídeo é compartilhado nas redes sociais.
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As IDF comunica uma declaração condenando o ato como não autorizado; Netanyahu e líderes da oposição publicam declarações conflitantes sobre a legalidade e a ética do incidente.
// Perspetivas
[Zvi Sukkot & Partido do Sionismo Religioso]
Argumentam que os memoriais palestinos são 'símbolos de incitação' que devem ser destruídos para evitar a glorificação do terrorismo, alegando que as forças militares falharam em agir perante pedidos formais.
[Forças de Defesa de Israel (IDF)]
Sustentam que, embora destruam regularmente 'símbolos de incitação', a ação específica de Sukkot foi uma violação não autorizada do protocolo que manipulou a proteção militar.
[Conselho da Aldeia de Madama]
Condena o vandalismo de um memorial de 20 anos e contesta a afirmação do exército de que tentaram impedir Sukkot, alegando que os soldados assistiram passivamente durante a destruição.
[Oposição Política Israelense]
Vê o incidente como uma provocação perigosa destinada a incitar a violência para ganho político antes das próximas eleições de outubro.
// Citações
“Toda criança que vê um monumento enorme todos os dias que glorifica assassinos de judeus sonhará em se tornar um terrorista.”
“Sukkot e sua equipe agiram de maneira enganosa e manipuladora... [suas ações] constituíram um mau uso da proteção fornecida pelas forças de segurança.”
“Netanyahu permite que anarquistas como Sukkot façam o que quiserem, colocando em risco a segurança nos assentamentos e prejudicando a imagem de Israel no mundo.”