// DOSSIÊ — israeli-minister-ben-gvir-al-aqsa-compound-incursions
Ministro israelense Ben-Gvir lidera incursões em massa no complexo de Al-Aqsa durante o Sucot
PUBLICADO: 30 set 2026 06:12Z · IDIOMA: PT
O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, acompanhado por mais de 1.000 colonos israelenses, entrou no complexo da Mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém Oriental ocupada, durante o feriado de Sucot. O evento, caracterizado pela realização de rituais talmúdicos e uma forte presença de segurança, atraiu duras condenações da Jordânia, que vê as ações como uma violação do status quo histórico e do direito internacional. As incursões fazem parte de uma tendência mais ampla de aumento da atividade de colonos e restrição de acesso para fiéis palestinos na Cidade Velha.
// Contexto
O complexo da Mesquita de Al-Aqsa é um local de tensão em Jerusalém Oriental. Sob o status quo histórico, o local é administrado pelo Departamento de Waqf de Jerusalém, gerido pela Jordânia. As tensões aumentaram significativamente desde o início da guerra em Gaza em outubro de 2023, com o aumento das incursões de colonos e medidas de segurança restritivas impostas à população palestina na Cidade Velha.
// Desenvolvimentos-chave
- O Ministro Itamar Ben-Gvir realizou rituais talmúdicos e segurou um rolo de Torá no Muro de Al-Buraq.
- Aproximadamente 1.143 a 1.500 colonos expandiram-se para dentro do complexo ao longo do fim de semana festivo.
- As autoridades jordanas condenaram as incursões como uma violação flagrante do status quo histórico e legal do local sagrado.
- A polícia israelense impôs rigorosos protocolos de segurança, incluindo a ordem para que proprietários de lojas palestinos na Cidade Velha fechassem seus estabelecimentos durante o feriado.
- O Departamento Waqf de Jerusalém, sob jurisdição jordanas, sustenta que o local de 144 dunams é um local de culto exclusivo para muçulmanos.
// Cronologia
-
As festividades judaicas começam com o Rosh Hashaná.
-
Observâncias do Yom Kippur.
-
Início do feriado de Sucot.
-
O ministro Ben-Gvir e grupos de colonos entram no complexo de Al-Aqsa.
// Perspetivas
[Itamar Ben-Gvir / Governo Israelense]
Afirma o direito de visitação e adoração judaica no local, referido como Monte do Templo.
[Ministério das Relações Exteriores da Jordânia]
Vê as incursões como provocações ilegais e violações do status quo estabelecido que ameaçam o status muçulmano exclusivo do local.
[Jerusalém Governorate]
Caracteriza as medidas de segurança e as incursões de colonos como uma forma de punição coletiva contra os palestinos.
// Citações
“Israel não tem soberania sobre Jerusalém ocupada ou seus locais sagrados islâmicos e cristãos.”