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Casa Branca pressiona empresas espaciais dos EUA a não participarem de cúpula espacial francesa
PUBLICADO: 5 set 2026 20:42Z · IDIOMA: PT
A Casa Branca pressionou importantes empresas espaciais dos EUA—incluindo SpaceX, Blue Origin, Stoke Space, Starcloud, K2 Space e Astraa não participarem da Cúpula Espacial Internacional em Paris, organizada pelo presidente francês Emmanuel Macron. Charles Powell, diretor assistente para espaço e espectro no Escritório de Política Científica e Tecnológica da Casa Branca, alertou em uma chamada no final de agosto que a participação poderia ser vista como um apoio a políticas da UE que contrariam os interesses dos EUA. O boicote ocorre em meio a tensões mais amplas em relação à proposta de Lei Espacial da UE, disputas de alocação de espectro envolvendo redes de satélite como Starlink e o IRIS da Europa, e preocupações dos EUA sobre práticas anticompetitivas. Apesar da retirada da cúpula, várias das mesmas empresas estão programadas para retornar a Paris logo após para a World Space Business Week.
// Contexto
O atrito diplomático surge enquanto a União Europeia avança com a Lei Espacial da UE e pressiona por alocações de espectro de satélite (como para a rede IRIS) projetadas para reduzir a dependência europeia de provedores comerciais dominantes dos EUA, como o Starlink de Elon Musk. O presidente francês Emmanuel Macron também anunciou um aumento significativo de quase US$ 5 bilhões em gastos espaciais militares no ano passado, criando oportunidades lucrativas que, de outra forma, as empresas dos EUA buscariam acessar.
// Desenvolvimentos-chave
- O funcionário da Casa Branca, Charles Powell, alertou as empresas em 27 de agosto que a participação na cúpula de Paris poderia fazê-las parecer instrumentos contra os interesses dos EUA.
- Quatro grandes empresas espaciais dos EUA — SpaceX, Blue Origin, Stoke Space e Starcloud — notificaram as autoridades francesas que estavam cancelando sua participação.
- A cúpula, agendada para 9 e 10 de setembro no Grand Palais, contará com participantes de cerca de 120 países, incluindo a expectativa de oficiais chineses.
- As tensões subjacentes envolvem a oposição de Washington ao EU Space Act e os esforços franco-alemães para priorizar frequências de satélite europeias sobre provedores como a Starlink.
- Autoridades francesas observaram que, apesar de não participarem da cúpula, espera-se que empresas como a SpaceX e a Blue Origin retornem a Paris na semana seguinte para a World Space Business Week.
// Cronologia
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A Comissão Europeia propõe o Ato Espacial da UE, atraindo lobby e oposição de Washington.
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O oficial da Casa Branca Charles Powell realiza uma chamada com empresas espaciais dos EUA, alertando-as contra a participação no próximo cúpula espacial francesa.
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Surgem notícias via Politico e Defense One detalhando a campanha de pressão da Casa Branca, levando a anúncios de que empresas como SpaceX e Blue Origin estão se retirando.
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A Cimeira Espacial Internacional está programada para ocorrer no Grand Palais, em Paris.
// Perspetivas
[Casa Branca / Administração Trump]
Desencoraja a participação corporativa dos EUA para protestar contra as políticas anticompetitivas da UE, a proposta de Lei Espacial da UE e medidas que visam a dominância espacial americana.
[Governo Francês / Organizadores da UE]
Lamenta a pressão política como uma complicação desnecessária nas relações transatlânticas, mas mantém que a cúpula ocorrerá com sucesso com a presença diversificada de participantes internacionais e chineses.
[Indústria Espacial dos EUA / Especialistas em Políticas]
Vê o boicote como uma medida confusa e de visão curta que prejudica a valiosa cooperação espacial com aliados importantes da OTAN e mercados europeus.
// Citações
“pode ser usado como um acessório para apoiar políticas contrárias aos interesses dos EUA.”
“Se certos países ou atores não quiserem participar, de certa forma, é perda deles.”
“Isso parece apenas mais um esforço míope da administração Trump para causar discórdia com aliados europeus de longa data.”