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Sistema de Saúde de Gaza Estagna Um Ano Após Cessar-Fogo, Apesar de Melhorias Frágeis na Nutrição
PUBLICADO: 10 out 2026 07:13Z · IDIOMA: PT
Um ano após o cessar-fogo de outubro de 2025, o sistema de saúde de Gaza permanece à beira do colapso, sem nenhum hospital totalmente funcional dos 36 existentes, apesar de pequenas expansões em instalações parcialmente funcionais e reduções localizadas na desnutrição aguda. Organizações de direitos humanos e autoridades de saúde relatam que as restrições israelenses contínuas a suprimentos médicos de duplo uso, evacuações de pacientes e transferências hospitalares para a Cisjordânia continuam a causar mortes evitáveis. Embora os indicadores nutricionais para crianças pequenas e mães tenham apresentado melhorias notáveis após o aumento do acesso à ajuda humanitária, agências de ajuda alertam que até 90% da população de Gaza enfrenta grave insegurança alimentar caso a assistência diminua.
// Contexto
Após o surto de guerra em outubro de 2023, a infraestrutura médica de Gaza sofreu destruição generalizada e severos bloqueios de suprimentos. Um acordo de cessar-fogo entrou em vigor em outubro de 2025, com o objetivo de facilitar o socorro humanitário, evacuações médicas e a recuperação da infraestrutura civil. No entanto, restrições fundamentais à logística transfronteiriça, à classificação de equipamentos de duplo uso e às autorizações de viagem para pacientes permaneceram amplamente em vigor ao longo de 2026.
// Desenvolvimentos-chave
- Gaza contém zero hospitais totalmente funcionais de um total de 36, quase um ano após o cessar-fogo, com a capacidade de cuidados intensivos aumentando em apenas um leito.
- De acordo com dados do COGAT citados pela PHRI, 69 por cento de produtos de saúde aprovados para entrada entre janeiro e de 2026 entre janeiro e maio de 2026 falhou em entrar em Gaza.
- A desnutricão aguda de crianças menores de cinco anos caiu de 1اق_8 percentual em julho de 2025 para 8,4 por cento em julho de 2026, após o aumento do acesso a alimentos e aconselhamento.
- Pelo menos 1.570 pacientes morreram aguardando evacuação médica entre outubro de 2023 e julho de 2026, incluindo 505 pacientes com câncer e 264 crianças.
- Déficits médicos críticos persistentes em Gaza, incluindo uma escassez de 56 por cento em medicamentos para a saúde materna e infantil e uma escassez de 46 por cento em tratamentosamentos para doenças renais.
// Cronologia
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Surto da guerra em Gaza, levando a danos graves em instalações médicas e linhas de suprimentos.
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O acordo de cessar-fogo entra em vigor entre o Hamas e Israel.
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A desnutrição aguda infantil cai para 8,4%; o Tribunal Superior de Israel recusa-se a anular a proibição generalizada de transferências médicas para hospitais da Cisjordânia.
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As evacuações médicas totais para o exterior atingem aproximadamente 5.700 pacientes desde o início do cessar-fogo, bem abaixo das taxas pré-guerra.
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Organizações de direitos humanos e órgãos de saúde publicam relatórios marcando um ano desde o cessar-fogo, citando a recuperação médica estagnada juntamente com ganhos nutricionais frágeis.
// Perspetivas
[Physicians for Human Rights Israel (PHRI)]
Acusa Israel de manter deliberadamente condições que destroem a população de Gaza, restringindo remessas médicas, bloqueando transferências de hospitais da Cisjordânia e atrasando a reconstrução de infraestruturas.
[World Health Organization (WHO)]
Insta as autoridades israelenses a aliviar a pressão sobre as entregas médicas e a remover as classificações de uso duplo de medicamentos essenciais para evitar resultados devastadores para os pacientes.
[Gaza Health Ministry]
Adverte que os hospitais de Gaza operam sob esgotamento constante, alertando que a falta de itens cirúrgicos ou de diagnóstico individuais interrompe cadeias de tratamento inteiras.
[MedGlobal]
Relata progressos mensuráveis na redução das taxas de desnutrição através de intervenção humanitária, mas ressalta que o progresso permanece vulnerável sem acesso sustentado a longo prazo.
// Citações
“Um ano de 'cessar-fogo' deveria ter trazido alívio e reabilitação significativos para os palestinos e permitido a recuperação e a reconstrução do sistema de saúde devastado. Em vez disso, o sistema de saúde permanece devastado...”
“Um caminhão cheio de suprimentos não prioritários ou os suprimentos corretos chegando tarde demais, não salva vidas. Essa é a questão que realmente importa.”
“A desnutrição aguda entre as crianças foi reduzida pela metade... Isso não é um milagre. É o que acontece quando o tratamento, a comida, a consultoria e o acesso chegam às famílias. Os ganhos são reais e são reversíveis.”