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Gabinete de Mídia de Gaza relata 263 jornalistas mortos em três anos de conflito
PUBLICADO: 10 out 2026 10:12Z · IDIOMA: PT
Até outubro de 2026, autoridades palestinas e organizações de notícias relatam que 263 jornalistas e profissionais de mídia foram mortos em Gaza durante três anos de conflito militar com Israel. Ismail al-Thawabta, diretor do Gabinete de Mídia do Governo de Gaza, confirmou que 23 profissionais de mídia permanecem sob custódia israelense, três estão desaparecidos e mais de 80 por cento da infraestrutura de mídia foi destruída, resultando em perdas estimadas em 1 bilhão de dólares. A Federação Internacional de Jornalistas reconheceu este como o maior número de mortes de jornalistas na história moderna, forçando os repórteres restantes a trabalhar a partir de tendas de deslocados e pátios de hospitais.
// Contexto
Antes de outubro de 2023, Gaza tinha cerca de 1.200 jornalistas ativos. Três anos de conflito mataram mais de 20 por cento do corpo de imprensa local e deslocaram entre 60 por cento e 75 por cento dos profissionais de mídia sobreviventes. Como os jornalistas estrangeiros permanecem proibidos por Israel de entrar em Gaza de forma independente, os repórteres palestinos locais servem como a principal fonte de notícias no terreno, operando sob graves escassezes de energia, equipamentos e abrigo.
// Desenvolvimentos-chave
- 263 jornalistas palestinos e profissionais de mídia foram mortos desde outubro de 2023, representando mais de um quinto do corpo de mídia de Gaza antes da guerra.
- 50 jornalistas foram detidos pelas forças israelenses desde o início das hostilidades, com 23 ainda sob custódia e três declarados desaparecidos.
- Perdas na infraestrutura do setor de mídia são estimadas em US$ 1 bilhão após a destruição de mais de 80 por cento de escritórios de mídia.
- A Federação Internacional de Jornalistas confirmou que o número de vítimas fatais entre jornalistas é o maior da história moderna.
// Cronologia
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Bilal Jadallah, diretor-geral da Press House-Palestine, é morto em um ataque israelense ao seu veículo na Cidade de Gaza.
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O cinegrafista da Al Jazeera, Samer Abu Daqqa, morre após um ataque de drone na escola Farhana em Khan Younis.
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Um ataque aéreo a uma tenda perto do Hospital Al-Shifa mata seis jornalistas, incluindo o correspondente da Al Jazeera, Anas al-Sharif.
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Um cessar-fogo é anunciado, momento em que o número oficial de mortes na mídia chega a 254.
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Autoridades de Gaza relatam que o número de mortos entre profissionais da mídia atingiu 263, apesar da trégua do ano anterior.
// Perspetivas
[Escritório de Mídia do Governo de Gaza]
Considera as forças israelenses responsáveis pela destruição da infraestrutura de imprensa de Gaza e pelo assassinato deliberado de profissionais de mídia.
[Federação Internacional de Jornalistas]
Designa a situação em Gaza como o período mais mortal para jornalistas registrado na história moderna.
[Palestinian Journalists Syndicate]
Characterizes current reporting as 'journalism without walls' due to the complete loss of physical newsrooms and no longer being able to use the enough capacity to use the enough capacity to no longer being able to use the enough capacity to no longer being able to use the enough capacity to no longer being able to use the enough capacity to no longer being able to use the enough capacity to no longer being able to use the enough capacity to no longer being able to use the enough capacity to no longer being-...
// Citações
“Três jornalistas continuam desaparecidos: Nidal Suheil al-Wahidi, Haitham Jamal Abdul Wahid e Ahmad Issam al-Agha.”