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Estudantes de Gaza retornam às aulas em tendas e ruínas após três anos de interrupção

PUBLICADO: 23 set 2026 12:16Z · IDIOMA: PT

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Estudantes de Gaza retornam às aulas em tendas e ruínas após três anos de interrupção
Al Jazeera English · CC BY-SA 2.0 · fonte

Em 19 de setembro de 2026, centenas de milhares de crianças palestinas em Gaza retornaram ao ensino presencial pela primeira vez em quase três anos. Com 98 por cento dos edifícios escolares danificados ou destruídos pelo conflito, as aulas estão sendo realizadas em tendas improvisadas, ruínas e abrigos temporários apoiados pelo UNICEF e pelo Ministério da Educação. O retorno é dificultado pela grave escassez de suprimentos básicos, um aumento de 500 por cento nos custos de material escolar e a perda de milhares de estudantes e professores. Apesar de um cessar-fogo em outubro de 2025, a infraestrutura educacional permanece dizimada, forçando muitos a aprender sentados no chão em condições sufocantes ou superlotadas.

// Contexto

O sistema educacional em Gaza tem estado amplamente inoperante desde outubro de 2023. Um cessar-fogo em outubro de 2025 reduziu os combates em grande escala, mas deixou 60 por cento do território sob controle israelense. Antes desta reabertura, os estudantes dependiam do aprendizado virtual fornecido por professores da Cisjordânia ou iniciativas informais, já que quase todos os 2,3 milhões de residentes de Gaza permanecem deslocados e a maioria dos edifícios está em ruínas.

// Desenvolvimentos-chave

  • Aproximadamente 541.000 estudantes retomaram o aprendizado presencial em 19 de setembro de 2026.
  • O UNICEF relata que 98 por cento das escolas de Gaza estão danificadas ou destruídas, sendo que 93 por cento necessitam de reconstrução profunda.
  • As baixas incluem cerca de 22.000 estudantes e mais de 770 trabalhadores da educação mortos durante o conflito.
  • Os preços dos materiais escolares dispararam cinco vezes devido a restrições de importação e escassez de suprimentos.
  • As aulas são realizadas em 359 espaços de aprendizagem temporários feitos de tendas, madeira e chapas de metal.

// Cronologia

  1. Escalation of conflict leadeing to the widespread destruction of Gaza's educational infrastructure.

  2. Um cessar-fogo é assinado, levando a uma diminuição da violência em larga escala, mas deixando os conflitos subjacentes sem resolução.

  3. Ministério relata aproximadamente 317.000 alunos frequentando espaços educacionais presenciais limitados.

  4. Início oficial do novo ano letivo com centenas de milhares de estudantes retornando a escolas improvisadas.

  5. Relatórios confirmam que os alunos estão aprendendo em tendas e ruínas em Khan Younis, Nuseirat e na Cidade de Gaza.

// Perspetivas

[Ministério da Educação da Palestina]

Priorizando a restauração do ensino presencial como uma "mission" apesar da total falta de infraestrutura.

[UNICEF]

Focando na crise humanitária na educação, destacando que quase 700.000 crianças perderam três anos consecutivos de escola.

[Israeli Government/COGAT]

Attribuindo o aumento de 500 por cento nos preços de materiais escolares às restrições de importação israelenses e à escassez severa.

[Local Stationery Traders]

Attributing the 500 percent price hike in school supplies to Israeli import restrictions and severe scarcity.

// Citações

“Apesar de tudo isto, nós vamos aprender, vamos aprender mesmo numa tenda.”

[Moayed Abu Mustafa] — Um aluno em Khan Younis a regressar à escola pela primeira vez em três anos, sem sapatos ou material.

“Agora, estamos de volta a perseguir o nosso sonho... de uma tenda para outra.”

[Samar Abu Salmi] — Uma aluna deslocada de 15 anos a descrever a transição da aprendizagem virtual para salas de aula improvisadas.

“Os professores continuam o seu trabalho porque acreditam que a educação é uma missão que deve alcançar estes alunos.”

[Jawad Al-Sheikh Khalil] — Diretor de Educação em Gaza Ocidental, comentando sobre a falta de carteiras e cadeiras nas escolas de tendas.

// Relatórios relacionados