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O plano de sete dias do Irã para reabrir o Estreito de Ormuz e a rejeição dos EUA

PUBLICADO: 30 set 2026 04:15Z · IDIOMA: PT

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O plano de sete dias do Irã para reabrir o Estreito de Ormuz e a rejeição dos EUA
NASA Goddard Space Flight Center from Greenbelt, MD, USA · Public domain · fonte
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O Irã propôs um roteiro diplomático de sete dias, transmitido por mediadores do Catar na Assembleia Geral das Nações Unidas, para reabrir o estratégico Estreito de Ormuz e retomar as negociações nucleares. O plano exige que os EUA levantem seu bloqueio naval, aliviem as sanções ao petróleo, descongelem ativos iranianos e observem um cessar-fogo regional que se estenda ao Líbano. No entanto, o presidente dos EUA, Donald Trump, rejeitou a proposta, afirmando que o Irã está exigindo concessões extensas antecipadamente, enquanto os EUA mantêm controle total da via navegável e remessas significativas de petróleo continuam. Embora mediadores e autoridades iranianas apontem para potenciais incentivos políticos para Trump antes das eleições de meio de mandato de novembro para reduzir os preços da gasolina, a profunda desconfiança e a discordância sobre a sequência das negociações — especificamente se deve-se abordar o programa nuclear antes ou depois do alívio econômico — deixaram os esforços diplomáticos em um impasse.

// Contexto

O Estreito de Ormuz é um ponto de estrangulamento vital para o comércio global, através do qual cerca de um quinto do petróleo e gás comercializados no mundo transitava antes do conflito em curso. As tensões aumentaram após ataques dos EUA e de Israel contra o Irã no final de fevereiro de 2026. Um memorando de entendimento (MoU) interino assinado em Islamabad em junho de 2026 buscou brevemente interromper as hostilidades e restaurar o tráfego marítimo, mas rapidamente fracassou em meio a acusações mútuas de violações. O mais recente esforço diplomático coincide com a 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York, ocorrendo em meio ao cenário das próximas eleições de meio de mandato nos EUA e ao aumento dos preços globais da energia.

// Desenvolvimentos-chave

  • O Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, delineou um cronograma de sete dias no qual o Estreito de Hormuz seria reaberto no sexto dia, seguido por negociações nucleares no sétimo dia, caso as condições dos EUA sejam atendidas.
  • As condições incluem o levantamento do bloqueio naval dos EUA, a renúncia às sanções de petróleo, a liberação de pelo menos US$ 12 bilhões em ativos congelados e a interrupção das hostilidades em várias frentes, incluindo o Líbano.
  • O Presidente dos EUA, Donald Trump, rejeitou oficialmente a proposta, afirmando que o Irã está tentando forçar um acordo-relâmpago devido a perdas militares e econômicas.
  • O petróleo Brent, referência global, subiu para além de US$ 106 o barril em meio a interrupções marítimas contínuas e ao aumento das tensões geopolíticas.
  • A proposta reflete um memorando de entendimento (MoU) anterior de junho, que colapsou pouco tempo após a implementação devido a renovadas ações militares.

// Cronologia

  1. O Irã e os EUA assinam um memorando de entendimento (MoU) provisório em Islamabad com o objetivo de aliviar as restrições marítimas, que posteriormente colapsa.

  2. O Ministro dos Negócios Estrangeiros do Irã, Abbas Araghchi, reúne-se com o enviado dos EUA, Steve Witkoff, e Jared Kushner através da mediação do Catar no Nova Iorque.

  3. Araghchi delineia formalmente o plano de sete dias do Irã para jornalistas à margem da Assembleia Geral da ONU.

  4. O Presidente dos EUA, Donald Trump, anuncia publicamente que rejeitou o plano de sete dias proposto pelo Irã.

  5. Funcionários iranianos e americanos (incluindo Araghchi e Mike Waltz) reiteram as suas posições opostas em entrevistas televisivas enquanto o petróleo Brent ultrapassa os 106 dólares por barril.

// Perspetivas

[Irã]

Propõe um roteiro condicional de sete dias para restaurar o tráfego marítimo e as negociações nucleares, exigindo o alívio prévio das sanções dos EUA, o descongelamento de ativos e o fim do bloqueio naval.

[Estados Unidos]

Rejeita a proposta, argumentando que Teerã está buscando concessões iniciais imerecidas e que os EUA mantêm controle total sobre o estreito, enquanto grandes volumes de petróleo continuam a circular.

[Arábia Saudita]

Mantém ceticismo em relação a acordos renovados, particularmente devido a ameaças regionais elevadas, como ataques Houthi a instalações de energia e rotas de navegação sauditas.

[Catar]

Atua como um intermediário diplomático fundamental, transmitindo mensagens e facilitando conversas indiretas entre Washington e Teerã nas Nações Unidas.

// Citações

“O prazo de sete dias começará assim que os Estados Unidos aceitarem este plano. Portanto, se aceitarem este plano amanhã, os sete dias começarão a contar a partir de amanhã.”

[Abbas Araghchi] — Explicando a mecânica do plano de reabertura proposto a jornalistas à margem da Assembleia Geral da ONU em Nova York.

“Eles querem fazer um acordo onde abrem o estreito imediatamente porque estão perdendo feio... Mas nós estamos ganhando tremendamente. Temos controle total do Estreito de Ormuz.”

[Donald Trump] — Explicando a jornalistas em frente à Casa Blanca por que rejeitou a proposta de sete dias do Irã.

“O resultado final é que eles estavam pedindo tudo de antemão com a promessa de que então conversariam.”

[Mike Waltz] — Criticando a exigência do Irã por concessões prévias abrangentes durante uma aparição no programa State of the Union da CNN.
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