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Escalada Militar Israelense, Munições de Fósforo e Incursões Terrestres no Sul do Líbano
PUBLICADO: 22 set 2026 21:12Z · IDIOMA: PT
As forças israelenses lançaram uma forte onda de ataques aéreos, bombardeios de artilharia e incursões terrestres em todo o sul do Líbano, intensificando significativamente as hostilidades e gerando preocupação internacional. Os ataques incluíram o uso de munições de fósforo branco, que incendiaram antigos olivais e pomares de citros em distritos como Tiro, Nabatieh, Bint Jbeil e Marjayoun. Autoridades libanesas relataram extensos danos ambientais — totalizando 16.000 hectares devastados por incêndios desde outubro de 2023 — e condenaram o incêndio do Hospital Governamental de Meiss Ej Jabal como um crime de guerra. As incursões terrestres incluíram tanques Merkava avançando em direção a Deir Mimas, enquanto munições não detonadas feriram uma criança em Debaal, sublinhando violações contínuas apesar de um acordo-quadro patrocinado pelos EUA assinado anteriormente.
// Contexto
Após uma invasão e conflito contínuo iniciado no final de 2023 e início de 2024, Israel e Líbano assinaram um Acordo-Quadro patrocinado pelos EUA em 26 de junho de 2026, visando uma retirada gradual israelense e o desdobramento do exército libanês. No entanto, frequentes violações, incursões terrestres localizadas e intensos bombardeios continuaram atrás da zona tampão da 'Linha Amarela' autodeclarada por Israel, exacerbando crises humanitárias e ambientais no sul do Líbano.
// Desenvolvimentos-chave
- As forças israelenses dispararam munições de fósforo branco no distrito de Tiro, provocando grandes incêndios em olivais e pomares de citrinos em redor de Majdal Zoun e Buyout al-Sayyad.
- Três tanques Merkava avançaram para Deir Mimas, bloqueando a sua entrada, revistando casas de civis e danificando postes de utilidade pública de comunicações locais.
- A Ministra do Ambiente do Líbano, Tamara Elzein, relatou que 16.000 hectares de terras agrícolas, matas e florestas foram devastados por incêndios devido aos bombardeamentos israelenses entre outubro de 2023 e agosto de 2026.
- O Ministério da Saúde Pública do Líbano condenou a queima do Hospital Governamental de Meiss Ej Jabal como um crime de guerra em toda a sua dimensão.
- Uma criança ficou ferida em Debaal devido à detonação de um resto de guerra não detonado deixado por combates anteriores.
// Cronologia
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Relatos de que as forças israelenses incendiaram o Hospital Governamental de Meiss Ej Jabal, no sul do Líbano.
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Ataques aéreos, bombardeio de artilharia e incursões de tanques aumentam drasticamente durante a noite e o dia em todo o sul do Líbano, utilizando munições de fósforo branco que incendeiam pomares e florestas.
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A Ministra do Meio Ambiente do Líbano, Tamara Elzein, divulga números afirmando que 16.000 hectares foram devastados por incêndios desde outubro de 2023.
// Perspetivas
[Governo e Ministérios Libaneses]
Condena fortemente o bombardeio intensivo israelense, as incursões terrestres, o uso de fósforo branco e a destruição da infraestrutura de saúde e agrícola como uma política de 'terra arrasada' e crimes de guerra.
[Exército Israelense]
Mantém operações militares e presença de segurança no sul do Líbano, atrás da zona de amortecimento, apesar de dos acordos de estrutura anteriores, citando necessidade operacional.
// Citações
“Os bombardeiros de fósforo têm agravado os grandes incêndios que devastaram terras agrícolas, bosques e florestas, bem como obras de terra e o desenraizamento de árvores que destruíram a vegetação e alteraram as características do solo.”
“As forças israelenses converteram anteriormente a instalação em um quartel militar antes de queimá-la completamente para privar os residentes do acesso à saúde.”