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Operações Militares e Demolições de Israel no Sul do Líbano (Agosto de 2026)

PUBLICADO: 20 ago 2026 23:42Z · IDIOMA: PT

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Operações Militares e Demolições de Israel no Sul do Líbano (Agosto de 2026)
U.S. Army photo by Sgt. Kathryn Skonning · Public domain · fonte
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Apesar de uma trégua em junho de 2026 e das negociações de paz em andamento mediadas pelos EUA, as operações militares israelenses no sul do Líbano se intensificaram, resultando em baixas civis significativas e na destruição sistemática de infraestruturas. Ataques aéreos recentes em Ansar e Nabatieh mataram pelo menos 11 pessoas, incluindo crianças, enquanto as operações terrestres se voltaram para demolições em massa de edifícios civis, incluindo escolas e clínicas. Israel sustenta que essas ações são respostas necessárias aos ataques do Hezbollah contra suas tropas e visam neutralizar comandantes, enquanto autoridades libanesas acusam Israel de sabotar as conversas de paz de Roma e tentar estabelecer uma ocupação permanente.

// Contexto

O conflito atual eclodiu em 2 de março de 2026, após escaladas regionais envolvendo o Irã. Um acordo-quadro mediado pelos EUA foi alcançado em 26 de junho de 2026, propondo uma retirada israelense gradual em troca do desarmamento do Hezbollah e do desplacamento do Exército libanês. No entanto, a implementação estagnou, pois Israel exige auditorias de segurança e o Hezbollah se recusa a participar de negociações diretas.

// Desenvolvimentos-chave

  • Airstrikes em Ansar mataram sete pessoas, incluindo três crianças e duas mulheres, marcando um dos incidentes mais mortais desde a trégua de junho.
  • Demolições sistemáticas em Zawtar al-Sharqiyah visaram uma escola de quatro andares, uma clínica médica e uma creche.
  • O número acumulado de vítimas desde o início do conflito em 2 de março de 2026, atingiu 4.348 mortos e mais de 12.700 feridos.
  • O Ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, confirmou que as forças militares manterão uma zona de segurança e continuarão a destruição de infraestrutura até que o Hezbollah seja desarmado.
  • Danos ambientais causados por munições incendiárias impactaram uma estimativa de 30-40% das terras em certos setores da fronteira.

// Cronologia

  1. Início do último conflito entre Israel e o Hezbollah, após ataques regionais ao Irã.

  2. Uma trégua é estabelecida entre Israel e o Hezbollah.

  3. Acordo-enquadramento anunciado para a retirada israelense e o desarmamento do Hezbollah.

  4. Ataques aéreos israelenses matam 11 pessoas no sul do Líbano, incluindo sete em uma única residência em Ansar.

  5. Duas pessoas mortas por munição não explosiva em Mayfadoun; demolições em massa relatadas em Zawtar al-Sharqiyah.

  6. Data de agendamento para a próxima rodada de negociações de paz patrocinadas pelos EUA em Roma.

// Perspetivas

[Forças de Defesa de Israel (FDI)]

Sustenta que as operações visam a infraestrutura e os comandantes do Hezbollah em resposta aos ataques contra soldados israelenses, alegando que o Hezbollah usa civis como escudos humanos.

[Governo Libanês]

Condena os ataques como violações do direito internacional e da trégua de junho, considerando-os uma tentativa deliberada de minar os esforços diplomáticos em Roma.

[Hezbollah]

Rejeita a estrutura intermediada pelos EUA como um 'caminho humilhante de rendição' e promete responder aos ataques israelenses com ações militares apropriadas.

[UNIFIL]

Enfatiza que a Resolução 1701 continua sendo a pedra angular da estabilidade e defende o fortalecimento da autoridade do Exército Libanês no sul.

// Citações

“Os mártires da incursão israelense na vila de Ansar não são 'infraestrutura militar' e as mulheres e crianças mortas nela não são alvos militares.”

[Nawaf Salam] — Primeiro-Ministro libanês respondendo a alegações israelenses de que residências civis eram quartéis-generais militares.

“Israel não se retiraria de áreas sob seu controle até que o Hezbollah fosse desarmado.”

[Israel Katz] — Ministro da Defesa de Israel, delineando as condições para a retirada militar do sul do Líbano.

“Estas violasções são uma mensagem clara sobre o processo de negociações.”

[Joseph Aoun] — Presidente libanês comentandoando o impacto de ataques contínuos sobre a estrutura de paz patrocinada pelos Estados Unidos.
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