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Ataques Aéreos Transfronteiriços do Paquistão no Afeganistão e Tensões Resultantes
PUBLICADO: 23 set 2026 02:12Z · IDIOMA: PT
As forças de segurança do Paquistão realizaram ataques aéreos e operações terrestres baseadas em inteligência nas regiões fronteiriças do Afeganistão, incluindo as províncias de Kunar e Paktika, alegando ter matado 28 militantes e vários bombardeiros suicidas. Os ataques seguiram-se a uma série de ataques domésticos mortais no Paquistão, incluindo um atentado suicida numa instalação policial em Kohat que matou 31 pessoas e um confronto em Hangu que matou seis soldados. As autoridades afegãs e a UNAMA relataram que os ataques aéreos mataram três civis—incluindo um homem, uma mulher e uma criança pertencentes a uma única família—e feriram outros quatro. O Talibã afegão condenou as operações como uma violação da soberania nacional e ameaçou uma resposta adequada, negando as acusações de que o território afegão é utilizado como base para a militância transfronteiriça.
// Contexto
As relações entre o Paquistão e o governo do Talibã afegão têm deteriorado progressivamente devido às persistentes acusações de Islamabad de que o Tehrik-e-Taliban Pakistan (TTP) e outros grupos militantes utilizam o solo afegão para orquestrar ataques dentro do Paquistão. Cabul nega consistentemente estas alegações. Os ataques mais recentes seguem-se a um aumento significativo da violência doméstica na província de Khyber Pakhtunkhwa, no Paquistão, incluindo um assalto mortal a uma instalação policial em Kohat e confrontos em Hangu.
// Desenvolvimentos-chave
- O exército paquistanês lançou operações aéreas e terrestres visando esconderijos de militantes, alegando que 28 insurgentes foram mortos.
- Autoridades afegãs e a UNAMA confirmaram que os ataques aéreos paquistaneses nas províncias de Kunar e Paktika mataram três civis e feriram outros quatro.
- Os ataques ocorreram após um ataque suicida mortal em um complexo policial em Kohat, que matou 31 pessoas, e uma emboscada em Hangu, que matou seis soldados paquistaneses.
- A administração do Talibã condenou fortemente os ataques como uma violação de soberania e alertou para uma resposta decisiva.
- A UNAMA relatou que mais de 1.100 baixas civis resultaram da violência armada transfronteiriça entre o Afeganistão e o Paquistão até agora em 2026.
// Cronologia
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Um carro-bomba suicida e homens armados atacam um complexo policial e uma mesquita em Kohat, Paquistão, matando pelo menos 31 pessoas.
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Seis soldados paquistaneses são mortos em confrontos com militantes no distrito de Hangu; o Ministério da Informação do Paquistão alerta para a possibilidade de ataques direcionados dentro do Afeganistão.
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Caças caçadores-assassinos de Pakistão executam ataques aéreos em províncias de Kunar e Paktika, no Afeganistão, resultando em 3 mortes de civis de acordo com Cabulú, a UNAMA, e o Pakistão afirma que 28 militantes foram mortos.
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O Ministério das Relações Exteriores do Afeganistão convoca o encarregado de negócios do Paquistão para apresentar uma reclamação formal, e o porta-voz do Talibã, Zabihullah Mujahid, adverte sobre uma resposta apropriada.
// Perspetivas
[Governo e Militares do Paquistão]
Defende os ataques aéreos como medidas retaliatórias e contraterrorismo necessárias contra refúgios do TTP ('Fitna al-Khawarij') no Afeganistão, afirmando que o máximo de precauções foi tomado para evitar baixas civis.
[Governo do Talibã Afegão]
Condena veementemente os ataques aéreos como uma violação da soberania afegã, nega que o território afegão seja usado por militantes contra o Paquistão e alerta para uma resposta apropriada e enérgica.
[Nações Unidas (UNAMA)]
Expressou profunda preocupação com o aumento de baixas, confirmando que a violência transfronteiriça e os ataques aéreos causaram mais de 1.100 baixas civis em 2026, e apelou à adesão estrita ao direito humanitário internacional.
// Citações
“Com base em inteligência confiável, o direcionamento seletivo de campos terroristas e esconderijos pertencentes ao Fitna al Khawarij e seus afiliados também foi realizado na região de fronteira com o Afeganistão com precisão e exatidão.”
“Condenamos esta agressão e opressão, considerando-a uma repetição de tais crimes. Os círculos militares paquistaneses cometeram mais uma vez tal crime para desviar a atenção das falhas de segurança de seu país. Os afegãos darão uma resposta adequada a isso, se Deus quiser.”
“O Emirado Islâmico do Afeganistão considera esses ataques uma clara violação da soberania nacional e da integridade territorial do Afeganistão e os condena nos termos mais veementes.”