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Reino Unido e aliados ocidentais impõem sanções aos assentamentos israelenses na Cisjordânia

PUBLICADO: 20 set 2026 01:12Z · IDIOMA: PT

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Reino Unido e aliados ocidentais impõem sanções aos assentamentos israelenses na Cisjordânia
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Em setembro de 2026, o secretário de Relações Exteriores do Reino Unido, Ed Miliband, anunciou um novo regime de sanções visando atividades ilegais de assentamento israelense na Cisjordânia ocupada, descrevendo os deslocamentos forçados de palestinos como limpeza étnica perpetrada por colonos terroristas. Implementadas em conjunto com outros 11 países ocidentais, as medidas incluem proibições de produtos de assentamentos, publicidade imobiliária e serviços comerciais. A decisão provocou forte retaliação de Israel, com o ministro das Relações Exteriores, Gideon Saar, rejeitando as acusações como uma mentira ultrajante e anunciando o fechamento do consulado britânico em Jerusalém Oriental.

// Contexto

Desde 2011, a população de colonos na Cisjordânia cresceu significativamente, ultrapassando 540.000 em 2026 (ou mais de 737.000, incluindo Jerusalém Oriental). As tensões aumentaram após o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, levando a aumentos acentuados na violência de colonos, construção de postos avançados e demolições estruturais. Um ponto crítico fundamental é a área de desenvolvimento E1, aprovada pelos conselhos de planejamento israelenses no final de 2025, que os críticos argumentam que dividiria a Cisjordânia e impediria um Estado palestino contíguo. Em julho de 2024, um parecer consultivo do Tribunal Internacional de Justiça declarou ilegal a presença de Israel no território ocupado.

// Desenvolvimentos-chave

  • O Secretário de Relações Exteriores do Reino Unido, Ed Miliband, anunciou proibições de comércio e sanções contra indivíduos e entidades que facilitam a expansão dos assentamentos na Cisjordânia, que entrarão em vigor em um período de seis a nove meses.
  • Uma coalizão de 12 países ocidentais — incluindo o Reino Unido, França, Canadá, Espanha e Suécia — emitiu uma declaração conjunta em 8 de setembro de 2026, confirmando planos para restringir o comércio com assentamentos ilegais.
  • O governo do Reino Unido emitiu avisos aos cidadãos britânicos que residem em assentamentos na Cisjordânia de que eles estarão sujeitos ao novo regime de sanções.
  • O Ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, denunciou a postura-se do Reino Unido e retaliou ordenando o fechamento do consulado britânico em Jerusalém Oriental.
  • Os dados do UN OCHA destacam a escalada da violência, registrando mais de 1.430 incidentes de colonos, em 2024, até o início de setembro e o deslocamento de mais de 6.400 palestinos desde 2023.

// Cronologia

  1. A Corte Internacional de Justiça emite um parecer consultivo declarando que a presença de Israel nos Territórios Palestinos Ocupados é ilegal.

  2. O Presidente dos EUA, Donald Trump, revoga a Ordem Executiva 14115, levantando as sanções dos EUA sobre colonos e entidades designados na Cisjordânia.

  3. O Conselho de Planejamento Superior de Israel aprova planos para 3.401 unidades habitacionais na área estrategicamente sensível E1.

  4. A Assembleia Geral da ONU aprova uma resolução condenando a atividade de assentamento israelense por uma votação de 146 a 13.

  5. O Escritório de Direitos Humanos da ONU relata que mais de 36.000 palestinos foram deslocados à força no período de 12 meses anterior.

  6. Ministros das relações exteriores de 12 nações ocidentais emitem uma declaração conjunta sobre a restrição de comércio com assentamentos ilegais; o Secretário de Relações Exteriores do Reino Unido, Ed Miliband, detalha sanções abrangentes no Parlamento.

  7. O Ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, denuncia as declarações do Reino Unido e anuncia medidas retaliatórias, incluindo o fechamento do consulado do Reino Unido em Jerusalém Oriental.

  8. Relatos revelam que o Reino Unido alertou oficialmente os cidadãos britânicos que vivem em assentamentos na Cisjordânia de que eles estão sujeitos ao novo regime de sanções.

// Perspetivas

[Reino Unido]

Considera a ocupação e a expansão dos assentamentos israelenses ilegais, caracterizando o deslocamento forçado como limpeza étnica e implementando proibições comerciais direcionadas e sanções.

[Governo de Israel]

Rejeita veementemente as acusações de limpeza étnica, sustenta que os assentamentos estão ligados à história e segurança judaica e respondeu às sanções do Reino Unido fechando o consulado britânico em Jerusalém Oriental.

[Estados Unidos]

Manteve uma abordagem complexa; o Presidente Trump revogou sanções anteriores contra colonos em janeiro de 2025, ao mesmo tempo em que se opôs à anexação total, enquanto o Embaixador dos EUA Mike Huckabee condenou publicamente colonos violentos como terroristas em 2026.

[Nações Unidas]

Vê os assentamentos como ilegais sob o direito internacional, alertando que a expansão acelerada, os postos avançados e a violência dos colonos estão impulsionando o deslocamento em massa e minando uma solução de dois estados.

// Citações

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