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Exército dos EUA concede $2,2 bilhões para construir microrreatores nucleares em cinco bases

PUBLICADO: 27 ago 2026 11:12Z · IDIOMA: PT

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Exército dos EUA concede $2,2 bilhões para construir microrreatores nucleares em cinco bases
U.S. Army Corps of Engineers Norfolk District from United States · Public domain · fonte
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O Exército dos EUA, em parceria com a Defense Innovation Unit, concedeu até $2,2 bilhões a cinco empresas para construir e operar microrreatores nucleares em cinco bases militares domésticas sob o Programa Janus. Projetados para gerar entre 1 MW e 20 MW de energia, esses microrreatores visam estabelecer a independência energética e a resiliência contra redes comerciais vulneráveis e backups de diesel, com a primeira unidade programada para entrar em operação até 30 de setembro de 2028.

// Contexto

O Programa Janus representa o retorno do exército americano ao poder nuclear após décadas de ausência, seguindo experimentos iniciais como o reator de 1957 em Fort Belvoir. Ele se alinha com a Ordem Executiva 14299 do governo Trump, assinada em maio de 2025, que determinou a implementação de um reator avançado em uma instalação militar doméstica até o final de 2028. A iniciativa também ocorre paralelamente ao projeto de microrreator da Força Aérea na Base Aérea de Eielson e à iniciativa de reator móvel do DoD, o Projeto Pele.

// Desenvolvimentos-chave

  • O Exército está concedendo até US$ 2,2 bilhões ao longo de um período de cinco anos, do ano fiscal de 2027 a 2031, para cinco empresas selecionadas.
  • As cinco bases associadas aos contratados são Fort Bragg (Antares), Fort Campbell (BWXT), Fort Hood (General Atomics), Fort Benning (Radiant) e Fort Drum (Westinghouse).
  • O Programa Janus visa implantar até 20 microrreatores, gerando de 1 a 20 megawatts de potência cada.
  • O primeiro microrreator operacional tem como meta entrar em funcionamento até 30 de setembro de 2028, após uma ordem executiva de maio de 2025.
  • Os reatores serão licenciados pelo Exército, em vez da Comissão Reguladora Nuclear dos EUA, atraindo críticas de especialistas em não proliferação.
  • O projeto enfrenta obstáculos na cadeia de suprimentos devido a uma escassez doméstica de urânio de baixo enriquecimento e alto teor.

// Cronologia

  1. O Corpo de Engenheiros do Exército completa um reator em Fort Belvoir, Virgínia, o primeiro a fornecer energia prolongada para uma rede comercial.

  2. $O presidente Donald Trump assina a Ordem Executiva 14299, orientando as agências federais a priorizar energia resiliente e fora da rede, e estabelecendo um prazo de 2028 para um reator militar operacional.

  3. O Exército seleciona nove bases militares como finalistas para o programa de microrreatores.

  4. O Exército dos EUA anuncia oficialmente a seleção de cinco empresas e cinco bases para o Programa Janus de US$ 2,2 bilhões.

  5. O período de financiamento de cinco anos durante o qual as empresas selecionadas construirão e operarão os microrreatores.

  6. O prazo final estipulado para que o primeiro microrreator nuclear operacional entre em funcionamento em uma instalação militar doméstica.

// Perspetivas

[Exército dos EUA / Departamento de Defesa]

Fortemente favorável; vê os microrreatores nucleares como um divisor de águas crítico para a resiliência energética e a segurança nacional durante conflitos.

[Contratados da Indústria Nuclear]

Altamente otimista; vê o programa como um grande acelerador para a comercialização de tecnologia de reatores avançados e para provar sua segurança e capacidade de implantação.

[Alan J. Kuperman (Nuclear Proliferation Prevention Project)]

Highly critical; caracteriza o programa como um golpe perigoso e um subsídio militar caro e arriscado para designs comerciais não comprovados.

// Citações

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