// DOSSIÊ — sri-lanka-court-sentences-men-easter-bombings-trial
Tribunal do Sri Lanka condena 15 homens no julgamento dos atentados de Páscoa de 2019
PUBLICADO: 25 set 2026 01:12Z · IDIOMA: PT
Um painel do Supremo Tribunal do Sri Lanka condenou 15 homens pelo seu papel na organização e inspiração dos atentados de Domingo de Páscoa, a 21 de abril de 2019, contra igrejas e hotéis, sentenciando-os a longas penas de prisão que variam entre 200 e 260 anos. Os ataques coordenados, inspirados pelo grupo Estado Islâmico, mataram entre 267 e 279 pessoas — incluindo dezenas de estrangeiros — e feriram centenas de outras. Embora nove outros arguidos tenham sido absolvidos, o julgamento marca um marco importante nos processos judiciais do Sri Lanka, embora questões e investigações separadas sobre falhas de inteligência mais amplas e potenciais conspirações políticas permaneçam ativas.
// Contexto
Os atentados de Domingo de Páscoa, a 21 de abril de 2019, foram ataques suicidas coordenados que visaram três igrejas e três hotéis de luxo em todo o Sri Lanka. Levadas a cabo por grupos extremistas locais inspirados pelo Estado Islâmico, as explosões mataram cerca de 270 a 279 pessoas e feriram centenas, abalando profundamente a nação. Investigações subsequentes e inquéritos parlamentares revelaram falhas críticas de inteligência, incluindo a falta de ação perante avisos prévios da Índia. Isto levou a ações judiciais separadas, incluindo ordens de indemnização contra antigos líderes, penas de morte para responsáveis de segurança devido a negligência e investigações ativas a antigas figuras dos serviços de informações sobre uma potencial cumplicidade política.
// Desenvolvimentos-chave
- Um painel de três juízes em Colombo condenou 15 homens por acusações que incluem assassinato, conspiração para cometer terrorismo e infrações de armas de fogo/explosivos sob a Lei de Prevenção ao Terrorismo.
- As sentenças para os homens condenados variam de 200 a 260 anos de prisão com trabalhos forçados, juntamente com o confisco de seus bens.
- Os ataques de Páscoa de 2019 visaram três igrejas e três hotéis, matando aproximadamente 270 a 279 pessoas (incluindo mais de 40 estrangeiros) e ferindo quase 500 a 574 outras pessoas.
- Outros nove corréus foram absolvidos após as acusações não serem comprovadas, enquanto um réu morreu antes do término do julgamento.
- A Igreja Católica do Sri Lanka acolheu o veredito como uma medida de justiça, embora continue a pressionar por investigações sobre potenciais mentores de alto nível e uma conspiração mais ampla.
// Cronologia
-
Ataques coordenados de atentados suicidas atingem três igrejas e três hotéis em todo o Sri Lanka durante os serviços de Páscoa, matando cerca de 270 a 279 pessoas.
-
As autoridades do Sri Lanka apresentaram 23.270 acusações contra 25 suspeitos acusados de planejar ou inspirar os atentados de Páscoa.
-
Um antigo chefe de polícia e um ex-alto funcionário do ministério da defesa/segurança são condenados à morte por negligência criminal ao não agir sobre alertas de inteligência estrangeira.
-
Um painel do Tribunal Superior de Sri Lanka profere seu veredito, condenando 15 homens e sentenciando-os a penas de prisão que variam de 200 a 260 anos, enquanto absolve nove outros.
// Perspetivas
[Igreja Católica do Sri Lanka]
Acolhe o veredito e as sentenças do tribunal como um passo vital em direção à justiça e um dissuasor contra o fundamentalismo, mas insiste que os terroristas suicidas não foram atores isolados e que uma conspiração mais ampla e mentores de alto nível permanecem sem serem expostos.
[Réus / Indivíduos Condenados]
Exibiram comportamentos relaxados ou desafiadores durante as audiências; alguns falaram por si mesmos ou recusaram-se a pedir clemência secular, mantendo que o julgamento final cabe a Deus.
[Judiciário / Procuradores do Sri Lanka]
Manteram um julgamento rigoroso de cinco anos processando 24 suspeitos iniciais em mais de 23.000 acusações, obtendo condenações e longas penas de prisão com sucesso sob as leis antiterrorismo, enquanto confiscavam bens.
// Citações
“De acordo com o Islã, nenhum líder religioso deve apelar para as autoridades (seculares) sobre qualquer assunto. Portanto, não desejo declarar nada.”
“Estamos felizes — pelo menos com esta decisão, sabemos que no futuro este tipo de crime não ocorrerá em nosso país.”
“O que eu fiz ou não fiz, apenas Deus e eu sabemos. No final, todas as pessoas serão ressuscitadas e Deus julgará a todos.”